Propaganda Política

Daniele Barbosa

Já que, nessa nova edição do INTERCAM abordam-se formas diferentes de publicidade e propaganda, acredito ser uma oportunidade para demonstrar minha curiosidade a respeito da propaganda política. Nos últimos dois meses todas as cidades do país sofreram mudanças com novas escolhas de prefeitos e vereadores, ou apenas permaneceram como estavam, reelegendo candidatos. O mais intrigante é a forma como grande parte desses políticos conduzem suas campanhas. A disputa, que devia girar em torno dos cargos, parece ser para sujar as ruas com panfletos, poluir visualmente as cidades com cartazes colados, muitas vezes, onde a legislação proíbe e engarrafar o trânsito com passeatas. Além da desconfiança natural que tenho com qualquer político, fica mais difícil ainda me decidir por um, quando, todos eles, antes mesmo de qualquer resultado, prejudicam a população.

Em Niterói, cidade afortunada (ou não) devido ao suficiente primeiro turno, a disputa para prefeito entre Jorge Roberto Silveira (PDT) e Rodrigo Neves (PT), nas urnas, não foi muito acirrada. O primeiro venceu com considerável vantagem. Mas no quesito Campanha Eleitoral Mais Insuportável os dois ficaram ali, quase no empate técnico. O já eleito, pedetista, nas categorias Trabalho Dobrado pro Gari e Samba Enredo Onipresente teve tanto sucesso quanto o petista na tarefa – não tão árdua para cidade – de congestionar, quase todo fim de semana, o trânsito.

Igual a sua música, que virou até toque de celular, era o rosto do candidato eleito, estava em todo lugar. Não precisava procurar muito para vê-lo nos chãos das ruas. Rodrigo Neves, como se não bastasse para o niteroiense sofrer de segunda a sexta com engarrafamento, tinha predileção por parar o trânsito nos fins de semana com carreatas de veículos tocando aquele forrozinho (O Candidato do Lula), diga-se de passagem, bem fraquinho.

Mas um fato específico encerrou a competição e deu a vitória a Jorge Roberto também no quesito “irregularidade”. Parece que ele se esqueceu ser proibido a exibição de cartazes fixos de propaganda política – em local público – em época de eleição. Em uma tarde de sábado, na Praia de Icaraí, cavaletes, cada um com um quadro (grande) pintado com uma letra, formavam o nome do candidato. O responsável no local afirmou serem obras de arte doadas, cujo dinheiro da venda estava destinado a uma instituição carente. Pode até ser, mas tinha que estar escrito em bom tamanho o nome do político? Por que não I C A R A Í? Por ter menos letras, e conseqüentemente, arrecadaria menos dinheiro? Então, sei lá, pintasse N I T E R Ó I também. Enfim…

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