Leitura, um hábito difícil de formar

Caio Rezende e Thalita Cardoso


 

O hábito da leitura não é comum a todos, em pleno século XXI, isso é muito preocupante pois quanto menos pessoas cultas maiores são as chances de serem enganadas. O gosto pela leitura começa ainda na infância, porém nem sempre esse desejo é aguçado nas crianças de tal forma que tomem a leitura como algo prazeroso desde a infância e não como obrigação. Uma pessoa que lê poderá ter formação crítica sobre qualquer assunto, e assim tornar-se uma “formadora de opinião”.

Ler é uma das competências mais importantes a serem trabalhadas, pois é uma das principais deficiências do estudante brasileiro. Não basta identificar as palavras, mas fazê-las ter sentido, compreender, interpretar, relacionar e reter o mais relevante.

Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o Brasil ficou em 48º lugar entre 57 países avaliados no quesito leitura. Apenas 1,1 livro é adquirido por ano por habitante, totalizando 36 milhões de compradores, segundo pesquisa Ibope.

Através da leitura podemos enriquecer o vocabulário, obter conhecimento e melhorar a escrita. Em países mais desenvolvidos a leitura é um hábito presente na vida de jovens e adultos, se no Brasil tivesse mais campanhas incentivando a inclusão da leitura no dia-a-dia dos brasileiros, as nossas estáticas em relação a leitura mudariam bastante.

As escolas têm um importante papel, assim como os pais no incentivo a leitura, a grande questão é não obrigar, mas sim incentivar colocando todos os pontos positivos da leitura que não são poucos para a criança, pois adquirir o hábito da leitura já na fase adulta é algo bem difícil.

O analfabetismo funcional tem sido demonstrado nos diversos exames nacionais e internacionais. Nos últimos promovidos pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os brasileiros não passam dos últimos e penúltimos lugares, entre os 30 e 40 países participantes.

Um país que tem a ambição de ser desenvolvido precisa investir mais em cultura, pois dessa forma terá resultados para o desenvolvimento social e econômico, o único caminho é o investimento e a vontade dos governantes em querer uma nação de pessoas bem informadas e cultas nas tomadas de decisões para um futuro melhor. Com os salários baixos e o desemprego que não permitem nem a aquisição de comida, quanto mais de livros, revistas e jornais. E o poder público não supre, como devia, a população com bibliotecas públicas. Escolas precárias e escassez de livros não levarão o Brasil a lugar nenhum.

Ler é bom e importante. O grande problema é que não adianta dizer a uma pessoa que não tenha afeição pela leitura que ler é importante, se sua relação com os livros for de repulsa. A única maneira dela se tornar uma leitora é sentindo na prática que ler é, acima de tudo, um grande prazer e diversão, um dos meios mais interessantes de entretenimento cultural.

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