O poder da imagem

A leitura que o cinema proporciona

Paula Corrêa e Phamella Menezes

Com o avanço da tecnologia no mundo contemporâneo, diariamente notícias e imagens de todos os tipos, cores e formas, são expostas às sociedades. E não importando mais o conhecimento adquirido, as indústrias, focando o consumo desenfreado, apelam para as imagens, criando um padrão, um modo de “se esconder” através da imagem.

Parecer velho, feio e fora de forma? Com o Photoshop e tecnologias voltadas para a estética, é possível ser “transformado” e moldado aos padrões presentes na sociedade.

A falta de leitura e deficiência na escrita, principalmente nos países subdesenvolvidos, faz com que esse modelo imposto pelos meios de comunicação, se torne cada vez mais presente.

Nosso Camões e Machado de Assis são substituídos por filmes “hollywoodianos”, que mostram uma realidade distante e uma filosofia baseada em vidas diferentes das vividas por “meros mortais”.

Esse meio de comunicação, o cinema, surgiu no final do século XIX na Europa, com a intenção de mostrar através de imagens, “verdades” aos seus espectadores, foi criado pelos irmãos Lumière que buscavam meios de melhorar a fotografia. Mas no século XXI, é possível perceber uma mudança do propósito inicial do cinema. Podendo ser manipulador, o cinema se transforma em um meio de propagar idéias e conceitos e um meio de entreter a sociedade.

Há algum tempo que as produções cinematográficas vêm dando vida aos personagens que até então somente existiam em livros. Após a conclusão de um roteiro, um projeto gráfico é feito dando origem aos filmes.

Essas produções podem ser comprovadas pelos leitores-espectadores. Os livros que ganham vida através do cinema tornam-se produtos, despertando a curiosidade do público.

Surgem algumas questões: As produções cinematográficas capturam todas as informações contidas em um best-seller? Esse meio de comunicação faz com que menos pessoas despertem e cultivem o prazer da leitura? A imagem no cinema ganha verdade e poder?

Para alguns, ler é chato e se torna desestimulante, e para outros, ler é essencial se tornando um hábito. O desenvolvimento de leitores é fundamentado na educação que tiveram quando pequenos. A leitura deve fazer parte do dia-a-dia de uma pessoa, assim como escovar os dentes, trocar de roupa, tomar banho, etc.

A escassez de leitores é fruto da cultura que se é desenvolvida nos dias atuais. É preferível ver um DVD sobre a história da Rússia, por exemplo, do que ler sobre. A construção da imagem é algo de valor, sobrepondo o valor da leitura.

Através dessas facilidades, cria-se um novo tipo de leitor. Um leitor que se vicia em imagens, acostumado com essa cultura, e que sem os “esforços” que a leitura acarreta, encontra nos cinemas uma solução para a falta de vontade de ler.

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