setembro 10, 2008

Cinqüentona em boa forma

Meio século depois do boom que a tornou famosa, a Bossa Nova continua influenciando gerações

Daniele Barbosa

Consagrada pela inconfundível batida do violão de João Gilberto, pela harmonia complexa de Tom Jobim e pelas inspiradas letras de Vinícius de Moraes, a bossa nova completa 50 anos em 2008. Cheio de vigor para artistas como Leila Pinheiro e Carlos Lyra, o estilo musical tem papel fundamental na MPB e influencia até hoje a maneira de se fazer música.

Para Carlos Lyra, um dos importantes músicos da bossa nova, só o motivo de estarem festejando 50 anos já mostra que ela está muito bem conservada. E se a sua opinião beira para alguns a defesa daquele movimento cultural, para Lyra é muito simples. “O que eu acho é que a bossa nova é um jeito de compor e cantar”, afirma.

Segundo Lyra, qualquer integrante da nova geração musical que possui qualidade provavelmente foi influenciado pela aniversariante. Mas num panorama geral da música brasileira, o cantor e compositor não pareceu acreditar que a Bossa venha “fazendo a cabeça” de muita gente. De zero a dez, deu nota cinco para a cena atual da MPB.

Leila Pinheiro, que lançou em 2007 o disco Agarradinhos, praticamente com total influência da bossa nova – começando pelo parceiro Roberto Menescal -, acredita que a forma de cantar sob a batida sincopada do violão criada por João Gilberto no final da década de 50 foi o que deu origem ao estilo. Leila acrescenta ainda que Nara Leão é a síntese de tudo o que pode definir o canto da bossa.

A cantora também afirma que o tempo não envelheceu em nada o estilo musical. “Pensando na bossa como uma mulher de 50 anos, eu diria que, sem plásticas, botox ou qualquer bisturi, ela continua como sempre foi: linda e riquíssima em todos os níveis”. Leila apenas lamenta o abandono da senhora pela sua pátria o que, segundo ela, mantém o gênero um pouco distante das rádios.

Mas para a intérprete, o afastamento da mídia não significa exílio musical. Leila tem certeza que todos os envolvidos com a arte dos sons bebem ou já beberam alguma vez da fonte bossanovista. “Até o pop brasileiro, com diversos bons exemplos como Fernanda Takai, que recentemente regravou algumas coisas da Nara Leão, tem influencia da Bossa”.

Apesar de ter nascido em meio à juventude da Zona Sul, a Bossa nova nunca foi, para Leila Pinheiro, privilégio da elite, e é muito bem vinda nos novos formatos em que vem se apresentando ultimamente. A mistura de elementos eletrônicos como, por exemplo, em “Só tinha de ser com você” (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira) na voz da cantora Fernanda Porto, de acordo com Leila, torna o estilo mais acessível a possíveis novos adeptos.

E a bossa nova não se limita apenas à condição de musa inspiradora de cantores e compositores. O pesquisador de cultura brasileira Luis Fernando Vieira, quando jovem, se encantou tanto com o surgimento daquela forma peculiar de se fazer música criada por João Gilberto que, desde então, não parou de estudá-la e se tornou pesquisador. Luis explica que, quando a bossa nova apareceu, o Brasil vivia uma época de importação musical. Em princípio o gênero nasceu como um movimento cultural e musical com influências harmônicas fortíssimas do jazz. Segundo ele, após se distanciar com o tempo da música negra norte-americana, o gênero que revelou João Gilberto se tornou uma vertente do samba.

O pesquisador, assim como Leila Pinheiro, não acredita na Bossa Nova como um estilo típico da classe média e alta. Vieira afirma que se escuta Bossa Nova em qualquer lugar, mas não tanto quanto se gostaria. Para o professor, é uma pena que não se dê tanto valor à riqueza musical do país. “O Brasil é tão rico musicalmente, e alguns outros países tão pobres, que eles importam nossa música. Por isso o consumo da Bossa Nova lá fora. Os países que sofrem de anemia cultural e querem consumir música boa recorrem a nossa qualidade e diversidade”, explica.

Na opinião de Carlos Lyra a exportação da Bossa tem razões econômicas. “A Bossa Nova é um produto de classe média, então ela será mais consumida em países onde essa classe tenha maior poder aquisitivo financeiro e cultural. No Brasil, o povão ainda é maioria”, diz o músico.

Na hora de escolher o representante ideal da bossa nova, Leila Pinheiro e Luis Fernando são unânimes: João Gilberto. Para a cantora, ele foi o divisor de águas. E segundo Luis Fernando Vieira, foi o grande inventor. “Ele foi o músico que descobriu a forma de colocar o telecoteco no violão”.


setembro 10, 2008

Bossa para todos

Contagiando o mundo com sua musicalidade

Paula Corrêa

A Bossa-Nova é um patrimônio dos brasileiros. Completa 50 anos nesse ano sendo prestigiada com orgulho pela sua trajetória. Conhecida por alguns como uma batida sem graça, ou até mesmo por música a antiquada, e por outros, como revolução musical, adorada e contemplada, ela continua encantando novos intérpretes. Mesmo dividindo opiniões, a Bossa-Nova continua sucesso no Brasil e em outros continentes.  

O início dessa grande trajetória começa em 1960. Um grupo de jovens músicos, procurando por uma identidade musical, cria a Bossa-Nova, transmitindo em forma de música situações diárias e as dores dos amores perdidos. Seu ritmo tornou-se uma junção de estilos como o samba, samba-canção, bolero e jazz.  

Em 1962, acontece a noite de Bossa-Nova no Carnegie Hall, em Nova York. Patrocinado pela parceria da gravadora Áudio Fidelity com o Ministério Brasileiro das Relações Exteriores. A iniciativa foi do presidente da gravadora, Sydney Fry. Ele foi ao Brasil convidar músicos para tocarem no concerto, tendo como principal idéia gravar um disco (long play) desse evento. Assim, o ministério interessado pelo projeto, custeia a ida dos músicos para Nova York. Esse foi o primeiro evento da Bossa-Nova no exterior. Alguns dos músicos que se apresentaram: Tom Jobim, João Gilberto, Carlos Lyra, Roberto Menescal, os grupos de Sergio Mendes e Oscar Castro Neves, Agostinho dos Santos, Luís Bonfá e Milton Banana. 

O show foi transmitido ao vivo para Brasil, pela rádio Bandeirantes (SP) tendo como radialista Walter Silva. O concerto sofreu algumas críticas.  

Carlos Lyra deu um depoimento para BBC, dizendo que o show foi uma grande confusão, onde os músicos não tinham retorno. Relatou que propôs a Tom Jobim, que fossem embora daquela confusão. Mas Jobim respondeu ironicamente que eles tinham cadeira elétrica e por isso seria perigoso. Lyra ainda comenta que a preocupação do Sydney Fry, era somente de produzir um disco e vender, e não de fazer uma apresentação legítima da Bossa-Nova para os americanos. 

No mesmo ano, dois shows aconteceram no Village Gate de Nova York, onde alguns cantores brasileiros se apresentaram e puderam ser ouvidos claramente. Um sucesso. Foi a partir desse ano turbulento que as portas se abriram definitivamente para a Bossa-Nova no exterior. 

Em meados dos anos 60, a Bossa pôde ser ouvida nas rádios, comerciais, e até nos cinemas americanos. O Show Bis americano faturava com a Bossa-Nova e com os cantores brasileiros que gravaram nos Estados Unidos. Até Elvis Presley se rendeu ao novo modelo no filme Fantasia em Acapulco (Fantasy in Acapulco). Em 1967 houve um marco para a Bossa-Nova, Frank Sinatra grava um disco com as músicas de Tom Jobim, popularizando ainda mais o estilo musical. 

A pergunta que surge: A Bossa influenciou o Jazz, ou foi o Jazz que influenciou a Bossa? Alguns músicos do Jazz chegam a dizer que a Bossa foi fundamental na formação musical pela sua riqueza de arranjos e melodias. No exterior o sucesso é tão grande que, por exemplo, a cantora Astrud Gilberto é mais conhecida no exterior que no Brasil, e ela por sinal, nunca gravou em seu país. 

Saindo um pouco dos anos 60 e voltando para 2008, percebe-se como foi importante para o país a idéia de um grupo de jovens criarem um novo estilo que faria parte da cultura musical do Brasil. Músicas que foram compostas há mais de 40 anos e que continuam fazendo sucesso.

No final do século passado, na Europa e Japão principalmente, começou um movimento de uma música mais dançante ligada à Bossa-Nova.

Em 2005, a música “Garota de Ipanema” de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, foi eleita uma das 50 grandes obras musicais da humanidade pela Biblioteca do Congresso Americano. 

 

Por isso e muito mais, Parabéns a Nossa Bossa-Nova e que venham mais 50 anos.

 


setembro 10, 2008

A História da Bossa Nova

O inicio de tudo

Rodrigo Felipe Ribeiro e Natalia Souza

Quando se fala em Bossa Nova, não se pode deixar de citar Antônio Carlos Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Nara Leão, Ronaldo Bôscoli, Baden Powell, entre outros. Foi uma geração de jovens que acreditavam em levar a música para todos os lugares do mundo.

Composta por compositores, instrumentistas e cantores intelectualizados, a Bossa Nova surgiu na década de 50, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Foi uma junção da alegria do ritmo brasileiro às sofisticadas harmonias do jazz americano. Eram jovens compositores, músicos que estavam em busca de um novo estilo musical que combinasse mais com seu modo de viver e gosto musical.

Não é possível dizer quando exatamente a Bossa Nova começou. Contudo, em 1958, Elizabeth Cardoso lançou o disco “Canção do Amor Demais”, no qual interpretou grandes clássicos da música brasileira, como Tom e Vinícius disco “Chega de Saudades” e de João Gilberto com Bim-bom” que surpreendeu muita gente com a nova batida de violão. Experiências empreendidas não só por João, mas por toda a turma que se encontrava nas famosas reuniões na casa de Nara Leão.

Nos anos 50 o Rio de Janeiro passava por um grande desenvolvimento artístico, como poucas vezes se viu na história da cultura nacional. O Brasil vivia então um período de crescimento econômico que acabou se refletindo em todas as áreas. Em 1956, Juscelino Kubitschek tomou posse na Presidência da República com o slogan desenvolvimentista “50 anos em 5″. Não é à toa que os anos 50 são conhecidos como os “anos dourados”. Em 1959, João Gilberto lançou seu do primeiro LP, também chamado “Chega de Saudade” , daí a Bossa Nova rapidamente conquistou o Brasil e o mundo.

João Gilberto

Nascido na Bahia, este músico que teve seu primeiro violão aos 14 anos, foi um dos criadores deste estilo musical junto com Tom Jobim, pianista estudioso da música clássica e compositor, e um grupo de estudantes universitários de classe média, também músicos. Juntos, em 1950 no Rio de Janeiro, deram início a este fenômeno conhecido com Bossa Nova.

Atualmente os shows de João Gilberto geram filas homéricas. Em 2008, em sua turnê pelo Brasil, no Rio de Janeiro, todos os ingressos postos à venda foram vendidos em aproximadamente uma hora. João Gilberto como personalidade tem, há muito, a reputação de excêntrico, recluso e perfeccionista, continua a fazer raras apresentações, com enorme sucesso no Brasil e no exterior.


setembro 10, 2008

E A BOSSA NOVA CONTINUA LINDA…

Jonas Pegorim e Daniel Boechat

Bossa Nova é a história de uma geração. Uma geração de jovens artistas brasileiros que acreditaram no futuro e conseguiram realizar o sonho de levar sua música aos quatro cantos do mundo.

José Virgílio também realizou seu sonho, com a criação da loja EstaSom. Com 41 anos de experiência em vendas de CD’s raros e mais recentes, afirma que em 2005 a procura por CD’s de Bossa Nova pelos jovens entre 18 e 30 anos era muito grande, mas agora com o advento da internet, mudou drasticamente para adultos acima dos 40 anos. José Virgílio conta também que os amantes de Bossa Nova ultimamente têm procurado por grandes nomes como Tom Jobim e João Gilberto para enviar para amigos no exterior e que há professores que levam esse ritmo para dentro das salas de aula como objeto de estudo.

Dentro dos ritmos semelhantes como samba e choro, a Bossa Nova mostra sua força sendo responsável por 60 % das vendas na loja EstaSom de José Virgílio.

Confira os CD’s mais procurados

 

 

URUBU – Cantor: Antônio Carlos Jobim – Relançamento: 2008 – R$ 34,00

TRIBUTO A BOSSA NOVA PARA SEMPRE -  Cantor: Toquinho – Ano: 2005 – R$ 29,90

 

 

QUE FALTA VOCÊ ME FAZ – Cantora: Maria Bethânia – Ano: 2005 – R$ 34,90

 

QUE FALTA VOCÊ ME FAZ AGARRADINHOS – Cantores: Leila Pinheiro e Roberto Menescal -Ano: 2007 – R$ 34,90

EstaSom CD’s E DVD’s – Rua Moreira César, 211 Lj 112 – Icaraí – TEL: 2711-1848 (Procurar por José Virgílio e/ou Raul)


setembro 10, 2008

As Novas da Bossa

Novas cantoras brasileiras invadem o cenário da velha bossa nova

Phamella Menezes e Thalita Cardoso

 

A Bossa Nova passa por renovações de vozes. Mais recentemente a coisa parece ter tomado uma dimensão maior, pelo menos em número absoluto de novos talentos como: Bebel Gilberto, Cibelle Cavalli, Roberta Sá, Marina de La Riva, entre outras.

As redefinições pelas quais o mercado passa atualmente atingiram em cheio a perspectiva e a noção de sucesso dos novos nomes que foram surgindo nos últimos anos.

Bebel Gilberto, nascida em Nova Iorque, filha de João Gilberto e Miúcha e sobrinha de Chico Buarque começou cantar cedo, participando de coros infantis e musicais como Saltimbanco e Pirlimpimpim. Estreou ao lado do pai, em 1980, cantando Chega de Saudade. Trabalhou no filme A Cor do seu destino, de Jorge Durán. Participou do projeto Peeping Tom do estadunidense Mike Patton, antigo Faith No More, cantando Caipirinha.

Inconfundível com sua voz doce e seu jeito sofisticado é chamada ultimamente de musa lounge. Amiga de Cazuza, com ele gravou Eu preciso dizer que te amo e já fez parcerias com Caetano Veloso e David Byrne. Bebel lançou em 2007 seu último álbum Momento que traz músicas como ‘Um Segundo’’ e ‘’Cadê Você?’’.

 

Cibelle Cavalli 24 anos é paulistana radicada em Londres desde a década de 90. Com influências tão diversas como Nina Simone, Tom Jobim, Jackson do Pandeiro e Bjork, seu primeiro trabalho é bastante eclético e leva seu nome Cibelle. Das 11 faixas do álbum, nove foram escritas por ela, que canta com a mesma facilidade, quer seja em português ou inglês. O arranjo é pós-bossa nova, suave e inovador. Destaques para as músicas ‘’Só sei viver no samba’’ e ‘‘Luísas’’, cuja letra se utiliza das belezas do Rio de Janeiro e de vários efeitos eletrônicos.

Aos 24 anos, a jovem cantora Roberta Sá apresenta o seu Braseiro com jeito de veterana. Em pouco mais de três anos, a música passou de coadjuvante à protagonista na vida de Roberta, desde que ela teve a certeza de que esse era o caminho. Um show no Mistura Fina, em 2002, foi uma espécie de marco zero na conquista de aliados de peso. O produtor e professor de canto Felipe Abreu, que assina a direção do vocal de Braseiro, estava lá e foi o primeiro grande incentivador. O músico Paulo Malagutti entrara em cena na produção de um demo com cinco músicas, que começou a ser gravada em 2003 no estúdio de Rodrigo Campello (que viria a produzir Braseiro).

 

 Marina de La Riva é uma cantora brasileira que mistura elementos da música cubana e brasileira em suas canções. Seu primeiro e único disco, de nome homônimo ao da cantora, foi não só muito bem recebido pelo público, como também pela crítica. Por este primeiro álbum, conquistou o prêmio APCA de revelação feminina (categoria música popular) e foi indicada ao prêmio TIM de Música para disco de língua estrangeira (categoria especial). A princípio, o CD contaria somente com músicas cubanas. No entanto, ao chegar a Cuba, a brasilidade falou mais alto e Marina optou por incluir músicas brasileiras no álbum.

A parceria com Chico Buarque veio de uma forma um tanto quanto inusitada, graças a um amigo em comum de ambos os músicos. A música escolhida foi “Ojos Malignos”, de Juan Pichardo Cambier, e é cantada em espanhol.


setembro 10, 2008

Academia da Bossa

A Bossa Nova é comemorada com grande estilo na Academia de Niterói

Natalie de Oliveira Caveari

A nova programação da Academia de Niterói, situada na Praia de São Francisco n° 529, apresenta de quarta–feira a sábado, um vasto repertório musical que inclui uma grande comemoração aos 50 anos de Bossa Nova.

O cantor Mauro Costa Junior invade o palco com a contagiante Bossa e outros ritmos nas sextas–feiras a partir das 23 h.

Couvert artístico incluso nas despesas realizadas no local.

Serviços

Academia de Niterói – Praia de São Francisco n° 529, funciona de segunda a quinta das 16h até o último cliente e na sexta, sábado, domingo e feriados, das 11h até o último cliente. Novo repertório com apresentação de Mauro Costa Junior, cantando os sucessos da Bossa Nova entre outros ritmos às sextas–feiras.


setembro 10, 2008

Quem foi destaque na Bossa

Cíntia Cândido

No ano em que a Bossa Nova completa 50 anos, tão importante quanto falar de sua história de sucesso, é falar de quem transformou essa história em sucesso.

O movimento que nasceu através de reuniões informais em locais como o apartamento de Nara Leão, onde um grupo de amigos se encontrava para ouvir e fazer música teve como grande precursor o cantor João Gilberto que imortalizou a Bossa com canções como “Chega de saudade”.

Quando falamos em Bossa nova, além de João Gilberto, não podemos deixar de citar grandes nomes como Tom Jobim, Vinícius de Morais, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Nara Leão, Toquinho, Luiz Bonfá, João Boscoli dentre outros.

Tais artistas fizeram da “nossa” Bossa Nova um fenômeno nacional e internacional e que até hoje são lembrados por músicas como: “O barquinho”, “Samba do avião”, “Desafinado”, “Garota de Ipanema”, “Se todos fossem iguais a você” e “Corcovado”.

Para comemorar essa data o jornal Folha de São Paulo lançou dia 10/08, “Folha 50 anos de Bossa” uma coleção composta por 20 livros-CDs que trazem a história e a música dos grandes nomes da Bossa Nova e estão sendo vendidos a cada domingo até 14 de dezembro em bancas de jornal por R$ 12,90.

Está é uma ótima e barata oportunidade para se conhecer um pouco da obra dos artistas que marcaram época com o movimento cultural que a principio era simplesmente um jeito novo de se tocar samba, mas que acabou se tornando um dos gêneros musicais brasileiros mais divulgados e apreciados em todo o mundo.


setembro 10, 2008

O Sonho que marcou a cultura brasileira

Primeira manifestação artística autenticamente brasileira a conquistar ouvidos e corações mundo afora nasceu do sonho de um grupo de jovens e talentosos músicos

Lívia Pinho

Era o ano de 1958 e o Brasil acabava de conquistar sua primeira Copa do Mundo de Futebol. Juscelino Kubitschek construía Brasília enquanto transformava a indústria e a economia brasileiras. O país todo experimentava uma efervescência cultural nunca antes vivida. Da cultura à política, tudo dava certo.

Foi quando a inconfundível batida do violão de João Gilberto se fez ouvir. O ritmo, que era – e ainda é – uma das muitas maneiras de se fazer samba, foi logo conquistando o cenário da música popular brasileira e reunindo adeptos como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Carlos Lyra e Roberto Menescal.

A turma toda se reunia em Copacabana, no apartamento do pai de Nara Leão, que mais tarde se tornaria a musa da Bossa Nova. Do apartamento, ao Beco das Garrafas e até o Itamaraty, a bossa brasileira contagiou uma multidão de jovens que queria tocar e cantar como os gênios que eternizaram o novo ritmo.

A fama internacional começou com o show no Carnegie Hall, em Nova York, em 1962. Reuniram-se no palco, entre outros, Tom Jobim, João Gilberto, Carlos Lyra, Sérgio Mendes e Roberto Menescal. Foi o produtor Sydney Frey o responsável por esse encontro épico que marcaria a trajetória da – ainda nova – Bossa.

Os grandes nomes não estavam apenas no palco. A platéia, composta por Miles Davis, Peggy Lee, Tony Bennett, Herbie Mann, entre outros, não foi capaz, porém, de desafinar os mestres João Gilberto e Tom Jobim, que fecharam o encontro em grande estilo. Cantando “Corcovado” e “Desafinado”, davam, ali, o primeiro passo da bossa nova rumo ao estrelato internacional.

Depois do show, gravadoras norte-americanas assinaram contratos com alguns dos artistas. Tom Jobim e João Gilberto gravaram discos que venderam milhões de cópias e arrebataram, juntos, cinco Grammy’s – principal prêmio da música americana. A versão em inglês de “Garota de Ipanema” é considerada a música mais tocada na história, em diferentes línguas e versões. Na lista das canções mais gravadas de todos os tempos, “The girl from Ipanema” ocupa a décima posição.

Daí pra frente, o que começou como o sonho de um grupo de amigos em um apartamento da zona sul do Rio de Janeiro conquistou o mundo. Dos EUA à Paris, de Sidney à Tóquio, em qualquer lugar do mundo, ao adentrar um restaurante, uma loja ou simplesmente ao ligar o rádio pode-se ouvir a inconfundível batida.


setembro 10, 2008

A Bossa Nova no Velho Armazém

Débora Carolina Moraes Barbosa


Em 1958, João Gilberto cantou e encantou, com a batida de violão diferente, o samba perfeito que ganhou o mundo: a Bossa Nova. E, em agosto de 2008, fez 50 anos. Ilustres artistas da nova geração realizam shows para comemorar o aniversário do gênero musical, que atravessa décadas e continua enfeitiçando pessoas de todo o mundo.

Um dos ilustres eventos que foi realizado, destaca-se o show do pianista Marvio Ciribelli e trouxe como convidado o bandolinista Marco de Pinna na penúltima quinta-feira, no Restaurante e Botequim Velho Armazém, São Francisco, Niterói.

A noite foi de choro e bossa, tiveram temas musicais de Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Nara Leão. Pinna e Ciribelli contaram também com a presença do baixista Rogério Fernandes e do baterista Flavinho Santos que completou o evento, dando “um toque” especial ao show.

Marvio Ciribelli começou seus estudos de piano erudito no Conservatório Fluminense de Música, em Niterói – RJ, onde também estudou piano popular no Teatro Abel, na mesma cidade. Teve aulas de composição com Armando Quezada e, através dessa mistura de estilos e muita criatividade, desenvolveu o seu jeito de lidar com a música. Seu repertório possui composições próprias e arranjos de renomados músicos brasileiros.

Marco de Pinna, formado em Composição e Regência e tornou-se um belo compositor, professor, instrumentista e arranjador. Além do bandolim, toca violão, violão–tenor, cavaquinho e banjo. Marco foi um dos fundadores do conjunto Nó em Pingo D’água, em 1977. Logo após formou o conjunto Vibrações, no qual lidera e faz parte até hoje.

O Restaurante e Botequim Velho Armazém agradece a presença de todos e dá os parabéns aos artistas! Atendeu expectativas dos amantes da Bossa Nova, pois lotou o seu espaço devido ao sucesso do show. Endereço: Praia de São Francisco, nº 6, Niterói – Telefones: 2714 – 5424 / 2704 – 9547


EXPEDIENTE

setembro 10, 2008

Universidade Candido Mendes – Curso de Comunicação Social

Reitor:Candido Mendes

Pró-Reitor de Coordenação e Expansão: Prof. Alexandre Gazé

Diretor do Campus Niterói: Prof. José Carlos Oliveira

Supervisor de Produção de Jornalismo Alexandre Gazé Filho

Coordenação do Curso de Comunicação Social: Karen Calixto

Professor Orientador: Marcos Antonio de Azevedo Monteiro

Orientador do Planejamento Gráfico: Marcelo Fonseca Alves

Diagramadora: Daniele Barbosa (aluno do 3º período do Curso de Comunicação Social)

As matérias foram elaboradas pela turma de Redação em Comunicação 2, do Curso de Comunicação Social


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.