BLOG 3 – RC 2-2008

novembro 11, 2008

Da redação

O jornal INTERCAM na sua 3ª edição trata de temas que envolvem a área de publicidade e propaganda, passando pelas formas tradicionais até as mais novas. Essa importante área da comunicação social que passa por consideráveis mudanças, foi objeto de várias matérias elaboradas pela turma do 3º período do Curso de Comunicação Social, da Universidade Candido Mendes, Niterói.


A Arte de Pregoar

novembro 11, 2008

Cíntia Cândido e Nathália Moraes

Ao falar em publicidade nem todos se lembram, ou dão a devida importância, à uma forma muito popular, eficaz e antiga de anunciar: o pregão. Através de rimas, versos, músicas e gestos, os camelôs disputam a atenção de possíveis clientes e tentam de várias maneiras vender seus produtos.


Com muita irreverência e criatividade os pregoeiros vêm se multiplicando ao passar dos anos. Usando frases conhecidas como “Moça bonita não paga, mas também não leva!” ou até mesmo “Chumbinho mata o rato, seca o rato, coitado do rato!” atraem os olhares mais distraídos e fazem de simples anúncios verdadeiros shows.


Não pode se negar que se tratam de verdadeiros publicitários que nunca frequentaram a faculdade e tantas vezes nem mesmo a escola, mas que conseguem com simplicidade atingir seu objetivo maior que é vender.

O trabalho dos pregoeiros está presente em todo Brasil. Em lugares como São Luis do Maranhão, por exemplo, essa prática é muito forte e reconhecida como parte da cultura local sendo constantemente tema de trabalhos escolares. Os camelôs também fazem parte da rotina dos moradores de Niterói, logo ao amanhecer, nos arredores das barcas ,podemos ouvir pregões de várias formas. São bolsas, barras de chocolate e café da manhã que são anunciados e clientes que são disputados literalmente “no grito”. Dentre tantas ofertas uma chama muito a atenção. Um vendedor de balas que incansavelmente anuncia “Bala Halls, Bala Halls ! Duas por um rêu!”. Entretanto, o que chama atenção não é seu português “errado”, mas seu carisma que faz com que a modesta barraca seja a mais movimentada e sua força de vontade, e também necessidade, que o faz estar de pé e trabalhando às 6h com uma disposição invejável.


Fatos como esse só confirmam que nessa forma tão antiga de publicidade a criatividade,  o carisma e o bom humor  são as principais características que fazem da mais simples forma de anunciar  uma arte, a arte de pregoar.

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O camelô Hamilton mostra produtos a cliente na Rua 25 de Março, Centro de São Paulo


Publicidade na voz do povo

novembro 11, 2008

Um meio eficaz e econômico de promover serviços e produtos

Paula Corrêa

Ao pensar em publicidade listam-se algumas ações necessárias para o seu sucesso. As campanhas publicitárias, por exemplo, se tornaram essenciais para o mundo dos negócios, com a tecnologia disponível no mercado, a dinâmica e diversidade fazem parte dessas “composições artísticas”. É importante destacar que além das propagandas que são mais conhecidas e vistas pela sociedade, a propaganda “boca – a – boca” é utilizada em pequenos negócios e empresas tendo grande êxito.


Antes da era do rádio e da TV, os comerciantes utilizavam as relações pessoais como meio de propagar seus serviços e produtos. As relações de amizade levavam a uma credibilidade no mercado, e por conseqüência uma identificação dos consumidores com os produtos e serviços oferecidos.


O Marketing de Rede pôde se desenvolver dessa maneira. Hoje, com a escassez de empregos disponíveis, cada vez mais pessoas procuram ter seus próprios negócios. Não depender de alguém, não ser empregado, funcionário, ou até mesmo ter uma micro-empresa, torna-se o objetivo e uma solução para melhores condições de vida para algumas pessoas.


A projeção que esse tipo de marketing tem tido, é resultado de uma busca. Novas técnicas vêm sendo aprimoradas, dando oportunidade para novos empresários terem seus próprios negócios.


No livro de Malcolm Gladwell, “O ponto de Desequilíbrio”, com o sub-tema: “Pequenas coisas fazem uma grande diferença.” O autor coloca em questão o porquê de algumas idéias e produtos propagarem-se com tanta agilidade e facilidade e outros não. E assim ele desenvolve pensamentos sobre os relacionamentos cotidianos, e como que eles podem influenciar a vida uns dos outros.


Ao relacionar um grupo de amigos é possível identificar pessoas comuns em ambos os relacionamentos e o grau de amizade existente. Ao propagar idéias e informações, os “famosos” contatos são acionados. Quem não conhece alguém que já foi empregado por meio dessas pessoas em comum? Essas pessoas para o autor tornam-se peça chave para um bom desenvolvimento profissional, ou seja, fazem parte do Marketing de Rede.


Propaganda Política

novembro 11, 2008

Daniele Barbosa

Já que, nessa nova edição do INTERCAM abordam-se formas diferentes de publicidade e propaganda, acredito ser uma oportunidade para demonstrar minha curiosidade a respeito da propaganda política. Nos últimos dois meses todas as cidades do país sofreram mudanças com novas escolhas de prefeitos e vereadores, ou apenas permaneceram como estavam, reelegendo candidatos. O mais intrigante é a forma como grande parte desses políticos conduzem suas campanhas. A disputa, que devia girar em torno dos cargos, parece ser para sujar as ruas com panfletos, poluir visualmente as cidades com cartazes colados, muitas vezes, onde a legislação proíbe e engarrafar o trânsito com passeatas. Além da desconfiança natural que tenho com qualquer político, fica mais difícil ainda me decidir por um, quando, todos eles, antes mesmo de qualquer resultado, prejudicam a população.

Em Niterói, cidade afortunada (ou não) devido ao suficiente primeiro turno, a disputa para prefeito entre Jorge Roberto Silveira (PDT) e Rodrigo Neves (PT), nas urnas, não foi muito acirrada. O primeiro venceu com considerável vantagem. Mas no quesito Campanha Eleitoral Mais Insuportável os dois ficaram ali, quase no empate técnico. O já eleito, pedetista, nas categorias Trabalho Dobrado pro Gari e Samba Enredo Onipresente teve tanto sucesso quanto o petista na tarefa – não tão árdua para cidade – de congestionar, quase todo fim de semana, o trânsito.

Igual a sua música, que virou até toque de celular, era o rosto do candidato eleito, estava em todo lugar. Não precisava procurar muito para vê-lo nos chãos das ruas. Rodrigo Neves, como se não bastasse para o niteroiense sofrer de segunda a sexta com engarrafamento, tinha predileção por parar o trânsito nos fins de semana com carreatas de veículos tocando aquele forrozinho (O Candidato do Lula), diga-se de passagem, bem fraquinho.

Mas um fato específico encerrou a competição e deu a vitória a Jorge Roberto também no quesito “irregularidade”. Parece que ele se esqueceu ser proibido a exibição de cartazes fixos de propaganda política – em local público – em época de eleição. Em uma tarde de sábado, na Praia de Icaraí, cavaletes, cada um com um quadro (grande) pintado com uma letra, formavam o nome do candidato. O responsável no local afirmou serem obras de arte doadas, cujo dinheiro da venda estava destinado a uma instituição carente. Pode até ser, mas tinha que estar escrito em bom tamanho o nome do político? Por que não I C A R A Í? Por ter menos letras, e conseqüentemente, arrecadaria menos dinheiro? Então, sei lá, pintasse N I T E R Ó I também. Enfim…


EMPENA E FRONT-LIGHT: SOLUÇÕES CRIATIVAS PARA PUBLICIDADE

novembro 11, 2008

Diariamente a publicidade vem criando cada vez mais soluções criativas para seus clientes através de Empenas, Front-lights e outros meios, com o objetivo não apenas de atender a expectativa visual (se todos dados do produto ou serviço estão certos, se o visual está impactante, beleza da empena ou frontlight) dos clientes, mas também surpreender o público-alvo em questão. Trazendo benefícios para o vendedor do produto ou serviço, a agência de publicidade contratada e o “alvo” que irá adquirir o produto ou serviço.

Confira abaixo o que é empena, usada com criatividade para solucionar problemas dos anunciantes de produtos e serviços, necessitando inovar a cada dia.


EMPENA

j1São grandes painéis de tamanhos variados, impressos em telas laminadas. Possuem iluminação frontal inferior e célula fotoelétrica, são fixadas em estruturas metálicas nas laterais dos edifícios, conforme a necessidade do cliente e o tipo de peça desenvolvida. Os “empenas” destacam-se na paisagem das grandes cidades pelo seu tamanho, beleza e criatividade. Causando assim nos “targets” dos clientes grande impacto visual. Esses painéis são postos nas cidades pois é aonde tem maior alcance sendo assim atingindo uma grande quantidade pessoas.
Propaganda da PHILIPS na lateral do edifício, onde o elevador faz o papel de aparelho de depilação

Curiosidade: o que é célula fotoelétrica? Entre no site abaixo e fique por dentro

http://www.educamor.com.br/invencoes/celulafotoeletrica.htm

Frontlight

A seguir o frontlight, outro meio utilizado para a publicidade, que cria soluções inteligentes para as grandes, médias e pequenas empresas.

Frontlight

j2Trata-se de um painel metálico de tamanho variado, que se caracteriza pela posição e tipo de iluminação que vem de frente do painel e também é equipado com célula fotoelétrica. É considerada uma ótima forma de divulgação de mídia exterior (veiculações em ambiente urbano), valoriza o anúncio devido ao alto grau de iluminação e visualização. São posicionados nas cidades para atingir um público maior e também nas rodovias mais utilizadas pelos “targets”.

Solução inteligente e criativa da empresa de seguros norte-americana

Nationwide Insurance:

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Busdoor – A mídia em movimento

novembro 11, 2008

Rodrigo Felipe Ribeiro

Ao contrário da mídia estática como o outdoor, o Busdoor mostra seu diferencial projetando em movimento a sua mensagem. Essa mídia não permite que o consumidor evite o seu contato, pois quando menos se espera, ele acaba se deparando com uma dessas peças publicitárias móveis. O Busdoor é uma mídia que possui uma relação custo/benefício relativamente boa em questões de mídias externas, além de ser um meio dinâmico para projetar uma marca.

Com grandes números de carros, ônibus, motos, pedestres circulando em meio às avenidas das cidades, o Busdoor vem com força total a fim de penetrar suas publicações de produtos, serviços, empresas aos que com elas se deparam. Seu público específico acaba sendo os motoristas e pedestres. O cliente tem o poder de segmentar seu público referencial escolhendo em que rota, local, deseja veicular sua marca, pois ele sabe qual é o respectivo itinerário do seu público-alvo. Daí fica simples e direta a explanação de sua marca.

Em observação a esta mídia em funcionamento, se vê propagandas direcionadas a seu público referencial, mas que são observadas por todos ao seu alcance. Exemplo: Na Grande Niterói-RJ, um topiqueiro em sua rotina normal de trabalho, para no sinal atrás de um ônibus e percebe uma propaganda do Serviço Social do Transporte(SEST) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte(SENAT) que diz: “Seja motorista de ônibus, Saia da INFORMALIDADE. Vale a pena!” publicando um curso formador de motoristas de ônibus. Essa publicidade será vista por todos no trânsito, mas afetará apenas aqueles que estão trabalhando no ramo rodoviário de Niterói-RJ sem suas específicas garantias trabalhista. Segmentando assim, seu público-alvo onde já se vê que é o próprio topiqueiro.

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Busdoor do Sest Senat

Nas grandes cidades a movimentação do trânsito é constante, as rodovias não param. O Busdoor se encaixa como uma luva nesse eixo, pois emite sua mensagem de forma inteligente e perceptível a seu público-alvo, afetando também outras pessoas em contato direto com esta mídia.

Pesquisas recentes comprovam que o Busdoor constitui uma das mídias mais eficientes entre as existentes no mercado publicitário, oferecendo índices de “recall” (lembrança) superiores até mesmo aos da TV, a um custo infinitamente menor. Ele é visualizado por cerca de 800 mil pessoas que utilizam diariamente o sistema de transporte urbano. O seu custo pode ser 50% menor que os outros meios de comunicação. Cerca de 73% da população utiliza ônibus como meio de transporte. Através desses dados podemos ver o poder que esta mídia tem.


EXPEDIENTE

novembro 11, 2008

Universidade Candido Mendes – Curso de Comunicação Social

Reitor:Candido Mendes

Pró-Reitor de Coordenação e Expansão: Prof. Alexandre Gazé

Diretor do Campus Niterói: Prof. José Carlos Oliveira

Supervisor de Produção de Jornalismo Alexandre Gazé Filho

Coordenação do Curso de Comunicação Social: Karen Calixto

Professor Orientador: Marcos Antonio de Azevedo Monteiro

Orientador do Planejamento Gráfico: Marcelo Fonseca Alves

Diagramadora: Daniele Barbosa (aluna do 3º período do Curso de Comunicação Social)

As matérias foram elaboradas pela turma de Redação em Comunicação 2, do Curso de Comunicação Social


INTERCAM n° 2 – 2008

outubro 11, 2008

outubro 11, 2008

Editorial

Da redação

Neste segundo número, o jornal INTERCAM faz uma reflexão acerca do texto neste início de século XXI. Numa era de cultura hegemônica de fotos, televisão e Internet, como fica a redação e a leitura? As novas gerações serão alfabetizadas de que forma?

Estas e outras questões são abordadas neste número pela turma do 3º período do Curso de Comunicação Social, da Universidade Candido Mendes, Niterói. O tema foi escolhido pela turma, que demonstrou estar afinada com importantes questões da atualidade.


outubro 11, 2008

MESMO COM POUCO TEMPO, LER É FUNDAMENTAL

Cíntia Cândido

 

Vivemos uma realidade em que tempo é dinheiro, e o importante é conseguir fazer o máximo de coisas em um mínimo espaço de tempo. E onde boa parte dos brasileiros alega não ter tempo nem para fazer o que é dever, quanto mais o que é prazer. E é exatamente por isso que o hábito da leitura já deixou de ser um hábito há muito tempo.

Mesmo sendo prazer para uns e dever para outros, o hábito de ler já não está mais tão presente na rotina de muitos brasileiros. Essa rotina corrida, fruto da “tal globalização” que tanto se comenta, acaba fazendo com se deixe sempre para amanhã a leitura daquele livro que falaram que é ótimo.

 

Parece mesmo um complô para nos fazer ler menos, tendo sempre como justificativa tornar nossas vidas mais práticas. São os jornais que estão cada vez menores e mais ilustrados, as revistas semanais que ganham mais força, pois é muito mais fácil ler uma edição que resuma tudo de importante que aconteceu durante a semana do que ler os jornais todos os dias. Afinal quem tem tempo para isso? Até mesmo os livros estão virando CDs, até a Bíblia já virou CD.

 

Mas a questão é até que ponto ler é uma perda de tempo? Será que ao ler um bom livro estamos realmente perdendo preciosos minutos de nossas vidas? Ou estamos ganhando em conhecimento, cultura, e um prazer inigualável de adentrar em uma outra realidade que só um bom livro proporciona?

 

É através da leitura, da informação e da instrução que podemos nos tornar seres humanos melhores. Seres questionadores e com argumentos suficientes para mostrar para as próximas gerações, pois a atual talvez não acredite mais, que o hábito da leitura ainda é e deverá sempre ser muito importante. Mesmo com pouco tempo.


outubro 11, 2008

Leitura, um hábito difícil de formar

Caio Rezende e Thalita Cardoso


 

O hábito da leitura não é comum a todos, em pleno século XXI, isso é muito preocupante pois quanto menos pessoas cultas maiores são as chances de serem enganadas. O gosto pela leitura começa ainda na infância, porém nem sempre esse desejo é aguçado nas crianças de tal forma que tomem a leitura como algo prazeroso desde a infância e não como obrigação. Uma pessoa que lê poderá ter formação crítica sobre qualquer assunto, e assim tornar-se uma “formadora de opinião”.

Ler é uma das competências mais importantes a serem trabalhadas, pois é uma das principais deficiências do estudante brasileiro. Não basta identificar as palavras, mas fazê-las ter sentido, compreender, interpretar, relacionar e reter o mais relevante.

Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o Brasil ficou em 48º lugar entre 57 países avaliados no quesito leitura. Apenas 1,1 livro é adquirido por ano por habitante, totalizando 36 milhões de compradores, segundo pesquisa Ibope.

Através da leitura podemos enriquecer o vocabulário, obter conhecimento e melhorar a escrita. Em países mais desenvolvidos a leitura é um hábito presente na vida de jovens e adultos, se no Brasil tivesse mais campanhas incentivando a inclusão da leitura no dia-a-dia dos brasileiros, as nossas estáticas em relação a leitura mudariam bastante.

As escolas têm um importante papel, assim como os pais no incentivo a leitura, a grande questão é não obrigar, mas sim incentivar colocando todos os pontos positivos da leitura que não são poucos para a criança, pois adquirir o hábito da leitura já na fase adulta é algo bem difícil.

O analfabetismo funcional tem sido demonstrado nos diversos exames nacionais e internacionais. Nos últimos promovidos pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os brasileiros não passam dos últimos e penúltimos lugares, entre os 30 e 40 países participantes.

Um país que tem a ambição de ser desenvolvido precisa investir mais em cultura, pois dessa forma terá resultados para o desenvolvimento social e econômico, o único caminho é o investimento e a vontade dos governantes em querer uma nação de pessoas bem informadas e cultas nas tomadas de decisões para um futuro melhor. Com os salários baixos e o desemprego que não permitem nem a aquisição de comida, quanto mais de livros, revistas e jornais. E o poder público não supre, como devia, a população com bibliotecas públicas. Escolas precárias e escassez de livros não levarão o Brasil a lugar nenhum.

Ler é bom e importante. O grande problema é que não adianta dizer a uma pessoa que não tenha afeição pela leitura que ler é importante, se sua relação com os livros for de repulsa. A única maneira dela se tornar uma leitora é sentindo na prática que ler é, acima de tudo, um grande prazer e diversão, um dos meios mais interessantes de entretenimento cultural.


outubro 11, 2008

As variações lingüísticas na internet

Nathalia Costa de Souza e Rodrigo F Ribeiro

A internet é um dos maiores meios de comunicação e acabou adquirindo uma linguagem “própria”, através do uso de abreviaturas, pois não é estranho vc, ops!! você encontrar várias palavras abreviadas na rede como : blz(beleza) Kd(cadê) entre outras.

Outra característica típica de internet é escrever propositalmente errado, como: naum (não) ou kria (queria). Nesses casos é bom lembrar que esse tipo de linguagem só deve ser usado em bate-papo e em conversas informais. É preciso entender que o modo de falar correto é o que está de acordo com a Nomenclatura Gramatical Brasileira, porém não é a linguagem da internet não está “errada”, pois é um meio de comunicação de um povo, e que é válido a partir do momento em que a mensagem é transmitida e entendida lingüisticamente.

Este vocabulário já quebrou todas as regras da gramática normativa, mas na verdade, a linguagem muda a cada dia, novas palavras surgem, algumas se modificam ou somem, e as gírias se renovam. E contrariando o que muitas pessoas pensam, estrangeirismos e gírias servem para percebermos que estamos em um mundo globalizado, em que cada vez mais se tenta aproximar as nações através da comunicação, e nada melhor que uma linguagem que “todos” saibam e tenham acesso, sem distinção entre raça, idade, grupo social ou região
A linguagem da internet  não deve ser vistas como um erro, e sim como uma forma de perceber que o nosso país esta evoluindo com o passar dos anos e do que ele é capaz de nos fornecer de novidade no âmbito da língua.

O meio digital vem evoluindo muito rapidamente e os recursos que os conteúdos veiculados nesse ambiente apresentam seguem o mesmo ritmo, modificando-se constantemente. É perceptível uma tendência que vem se intensificando gradativamente, a valorização da ação do usuário, e a interatividade é a característica hipermidiática que garante a autonomia e a intervenção direta do sujeito no computador. Essa tal liberdade que gera, em determinados momentos, uma preocupação com a língua tanto falada como a escrita, pois tudo que é feito várias vezes em um período de tempo, com o passar dele, se torna um costume. Costume esse que traz consigo pontos positivos e negativos para a língua portuguesa, em geral.


outubro 11, 2008

A inserção da literatura na educação infantil

Como fica o papel dos pais e professores no despertar da paixão pela leituraLívia Pinho

 

Os livros nunca alcançaram, no Brasil, largas faixas da população, tendo sido sempre privilégio de pequenos e restritos grupos sociais. O surgimento da indústria cultural, em meados do século XX, dificultou ainda mais a difusão do livro e da leitura, levando o país a mergulhar de cabeça na cultura do audiovisual, que assume, no presente século, proporções ainda maiores.

De acordo com a segunda edição da pesquisa “Retratos da leitura do Brasil”, realizada pelo Ministério da Cultura e parcerias entre os meses de novembro e dezembro de 2007 com a participação de aproximadamente cinco mil pessoas em mais de trezentos municípios do país, o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano, índice ainda muito baixo comparado a países como França, Estados Unidos e Inglaterra. Paradoxalmente, o Brasil é o oitavo produtor de livros do mundo, movimentando anualmente mais de doze mil títulos.

Para modificar esse panorama, o gosto pela leitura deve ser cultivado desde a infância, à medida que a pessoa cresce e forma sua personalidade, a fim de que forme-se também como leitora. A iniciação à leitura deve levar ao prazer. Porém, para que esse prazer seja experimentado, é necessário que entrem em cena pais e professores, cooperando no incentivo à busca pelas palavras, à curiosidade quanto ao mundo. Mundo este que nos cerca de informações desde que nascemos até a nossa morte.

“O mundo da leitura cerca a criança desde que ela nasce. O mundo é imagético, é feito de palavras. O papel dos pais e professores é aguçar o olhar das crianças para estas informações”, afirma Simone Araújo, coordenadora do Colégio Lobo Torres e professora de português para as séries do ensino fundamental

A leitura ainda é tida como uma obrigação na escola, sendo vista pelos alunos, muitas vezes, como um fardo, contribuindo para o seu desinteresse, que é prejudicial para a formação da criança como leitora. O professor deve evitar ao máximo este desencantamento, buscando contagiar seus alunos, passando para eles o prazer que constitui a leitura de um livro.

O papel dos pais não é muito diferente. Não pode ser legada somente à escola a iniciação das crianças à literatura. “Pouquíssimos pais dão livros de presente para os filhos e não mostram a eles o prazer do mundo das palavras”, afirma Simone. Sem que haja, em casa, um incentivo maior, fica difícil para a escola desempenhar a sua parte.

A criança busca sempre seguir os modelos de conduta das pessoas que admira, visando agradá-las com suas atitudes. Tendo consciência disso, pais e professores devem instigá-las ao máximo, mexer com seu imaginário através da literatura. Devem levar as crianças ao vício salutar da leitura constante.


outubro 11, 2008

 PESQUISA REVELA QUE METADE DA POPULAÇÃO NÃO GOSTA DE LER

Dados do Instituto Pró-Livro mostram que brasileiros preferem a televisão

Daniele Barbosa

Cerca de 77 milhões de brasileiros, o equivalente a 40% da população, não gostam de ler. Esse é o resultado da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil promovida pelo Instituto Pró-Leitura, divulgada esse mês. A pesquisa revela ainda que ler é a última opção e assistir televisão a primeira entre atividades como escutar música e descansar. Em entrevista ao INTERCAM, o filósofo e professor universitário Jorge Lucio Campos falou sobre o desinteresse pela leitura – incluindo o papel da internet – e como o cultivo desse hábito pode melhorar a convivência em sociedade.

Segundo Jorge Lucio a imagem jamais deve substituir o texto, tendência que a pesquisa indica: “Discordo do ditado que assevera ser uma imagem mais valiosa, ou válida do que mil palavras. Textos e imagens não se prestam a se substituírem e sim a se complementarem”, afirma. “A leitura do texto é especialmente importante para a integração simbólica, uma vez que permite que, minimamente, assimilemos as regras de funcionamento e a lógica de pensamento do grupo a que pertencemos.”

 

O filósofo acredita que a falta da leitura pode acentuar ainda mais em uma pessoa o descaso pelo pensar. Segundo ele, essa ausência de reflexão, muitas vezes por impaciência ou falta de tempo, é utilizada pelas massas, “em nome dos que a manipulam a seu bel-prazer”, como a causa de uma crise. Jorge Lucio declara que os relacionamentos só teriam a se beneficiar caso os brasileiros lessem mais: “Hoje, o que os textos, principalmente, os livros, mais fazem, é circularem à nossa volta, à espera de uma atitude que, tragicamente, insistimos em não tomar. Certamente, lendo, pelo fato de ficarem informadas, as pessoas entenderiam e assimilariam melhor as regras do convívio e as enormes vantagens por elas proporcionadas.”

 

Sobre a internet como fator positivo ou negativo para o cultivo do hábito de ler, ele explica que o problema não é a interatividade e sim quem a utiliza. De acordo com Jorge Lucio a internet possibilita um acesso fácil e aberto às informações nunca visto: “Creio que, em breve, ela conseguirá interferir, definitivamente, em nossos pressupostos civilizacionais. Será preciso, é claro, que um número maior de pessoas possa usufruir de seus benefícios e que haja uma preparação adequada para tanto”, explica.

 

Apesar de sua importância, o ato de ler e o que ele implica na sociedade, para o filósofo, ainda que essencial, seria apenas uma etapa de todo um processo que necessita de muito mais: “Para enfrentar e resolver os enormes problemas que flagelam, desde os tempos de colônia, nosso país, carecemos, além de informação, de conscientização, disposição e postura. Isso passa pelo hábito da leitura, mas antes pelo da educação. Passa, sobretudo, por nós mesmos. Ler no Brasil há muito se tornou uma necessidade política.”


outubro 11, 2008

O poder da imagem

A leitura que o cinema proporciona

Paula Corrêa e Phamella Menezes

Com o avanço da tecnologia no mundo contemporâneo, diariamente notícias e imagens de todos os tipos, cores e formas, são expostas às sociedades. E não importando mais o conhecimento adquirido, as indústrias, focando o consumo desenfreado, apelam para as imagens, criando um padrão, um modo de “se esconder” através da imagem.

Parecer velho, feio e fora de forma? Com o Photoshop e tecnologias voltadas para a estética, é possível ser “transformado” e moldado aos padrões presentes na sociedade.

A falta de leitura e deficiência na escrita, principalmente nos países subdesenvolvidos, faz com que esse modelo imposto pelos meios de comunicação, se torne cada vez mais presente.

Nosso Camões e Machado de Assis são substituídos por filmes “hollywoodianos”, que mostram uma realidade distante e uma filosofia baseada em vidas diferentes das vividas por “meros mortais”.

Esse meio de comunicação, o cinema, surgiu no final do século XIX na Europa, com a intenção de mostrar através de imagens, “verdades” aos seus espectadores, foi criado pelos irmãos Lumière que buscavam meios de melhorar a fotografia. Mas no século XXI, é possível perceber uma mudança do propósito inicial do cinema. Podendo ser manipulador, o cinema se transforma em um meio de propagar idéias e conceitos e um meio de entreter a sociedade.

Há algum tempo que as produções cinematográficas vêm dando vida aos personagens que até então somente existiam em livros. Após a conclusão de um roteiro, um projeto gráfico é feito dando origem aos filmes.

Essas produções podem ser comprovadas pelos leitores-espectadores. Os livros que ganham vida através do cinema tornam-se produtos, despertando a curiosidade do público.

Surgem algumas questões: As produções cinematográficas capturam todas as informações contidas em um best-seller? Esse meio de comunicação faz com que menos pessoas despertem e cultivem o prazer da leitura? A imagem no cinema ganha verdade e poder?

Para alguns, ler é chato e se torna desestimulante, e para outros, ler é essencial se tornando um hábito. O desenvolvimento de leitores é fundamentado na educação que tiveram quando pequenos. A leitura deve fazer parte do dia-a-dia de uma pessoa, assim como escovar os dentes, trocar de roupa, tomar banho, etc.

A escassez de leitores é fruto da cultura que se é desenvolvida nos dias atuais. É preferível ver um DVD sobre a história da Rússia, por exemplo, do que ler sobre. A construção da imagem é algo de valor, sobrepondo o valor da leitura.

Através dessas facilidades, cria-se um novo tipo de leitor. Um leitor que se vicia em imagens, acostumado com essa cultura, e que sem os “esforços” que a leitura acarreta, encontra nos cinemas uma solução para a falta de vontade de ler.


outubro 11, 2008


ADAPTAÇÕES: UM BEM NECESSÁRIO

Jonas Pegorim e Daniel Boechat

Internet é sinônimo de conhecimento aonde encontramos de “tudo”, imagens, programas, músicas, jornais e textos. Mas como botar um jornal ou um texto inteiro na internet, sem que não nos desanime a ler, pois como todos nós sabemos, é preciso algo que chame muito a atenção, para que o desânimo não tome conta de nós, a ponto de não agüentar ler nenhuma linha. É daí que vem a salvação, as adaptações. Como é de conhecimento geral, o processo de leitura na internet é diferente do processo de leitura na página. Então como primeiro passo é necessário estruturar os títulos das páginas que teremos, para que possam chamar e prender a atenção do público. A partir desta estruturação , faz-se o texto que será inserido em cada uma das páginas.

É indevido exagerar na quantidade de texto em cada página. Temos que ser concisos, pois o tempo médio de permanência dos textos nos jornais e revistas eletrônicos, não passa de quatro minutos. Temos que utilizar chamadas interessantes para os textos, imagens que ilustram bem o que quer ser passado, e já nas primeiras frases apresentar os pontos principais, de forma que o “internauta” continue lendo. É necessário inserir fontes de uso comum nos sistemas operacionais, como Times New Roman, arial, verdana entre outras.

Além disso são as mais tradicionais tanto em internet como na maioria dos programas de edição de texto (Pacote Office, Page Maker e InDesign), o que não trará problemas na leitura do mesmo, já que são reconhecidas em qualquer computador. São simples, sem muitos detalhes rebuscados e não exigem resolução alta para que se consiga uma boa legibilidade. Todo site, tem que ser de fácil navegação, sem muitos cliques , para conseguir o texto ou produto procurado.

Após redigir o texto é necessário atentar para a revisão textual, textos corretos e coerentes. É muito comum encontrar textos na internet com um português sofrível, o que fragiliza e tira muito a credibilidade, como fonte de pesquisa, fazendo com que o leitor tenha dúvida sobre a veracidade do conteúdo apresentado.

Com isso tudo realizado, só resta ter feito um bom trabalho, que será sinalizado pelo número de acessos e o tempo de permanência de cada usuário no site.


outubro 11, 2008

Cultura da leitura variada

 

Débora Carolina

 

 

Por que é importante ter uma leitura variada, como crônicas, histórias, literatura, artigos em jornais ou bibliografias? A leitura amplia de uma maneira geral o conhecimento, faz a imaginação fluir, trabalhar o que já se sabe. É essencial estar sempre atualizado, tendo o hábito não só freqüente como diário da leitura, assim, tornando os jovens leitores futuros formadores de opinião no âmbito em que vivemos.

 

Quando criança, ainda existe a motivação dos professores na escola, “forçando-os” a conhecer contos e obras de importantes escritores. Porém, quando jovens, parece que obras no papel não têm valor, o hábito de ler no dia-a-dia torna-se escasso, devido à falta de gosto pela leitura. Outras pessoas acham o preço de livros, jornais e revistas com muito alto, com isso, deixam de lado o importante hábito de ler.

 

Jovens lendo ao ar livre

 

 

A ausência da leitura bloqueia e acaba excluindo pessoas de novos acontecimentos. Além de atrapalhar a interpretação e na imaginação que é necessária quando lemos algum romance, poema, conto, crônica ou até mesmo um artigo político num jornal, e sempre o autor, poeta ou escritor consegue fazer com que todos mergulhem em que está lendo.

 

Através da leitura, trabalha-se o pensamento de outras pessoas, verificam-se os valores, as dúvidas, conhecendo melhor a si próprio e ainda comparam-se experiências com os demais ao nosso redor, como sentimentos semelhantes, interesses pessoais e até mesmo diferenças do ser humano, fazem pensar, ajuda a sonhar.

 

 

 

 

O hábito de ler estimula e desenvolve a capacidade de escrever. Não há nada melhor que a leitura regular de um livro, seja de literatura, contos ou bibliografias, também podendo ser semanal de uma revista ou até mesmo diária de um artigo jornalístico. Assim é absorvido de uma forma natural o conhecimento necessário que só a leitura nos traz.

 

Portanto, é importante desenvolver a cultura da leitura, seja em adultos ou crianças, independente da classe social ou do sexo, para que não tende a crescer a “crise do texto” no qual já estamos passando. O esforço vale à pena, pois escritores em geral podem proporcionar-nos inúmeras aventuras, momentos que nunca poderíamos ter passado, ou até mesmo novos conhecimentos que ficam em nossas memórias por toda a vida.

 


outubro 11, 2008

”Arte“ na leitura


Natalie Caveari e Pedro Futuro

Muitas pessoas acreditam que uma imagem fala mais do que mil palavras. A “crise do texto” como assim é chamada, vem aumentando e nada é feito para instruir a população a mudar. Atualmente, vivemos para o trabalho e o tempo é o mais valioso objeto comercial. Ler cansa, dá trabalho, custa tempo e tempo é dinheiro. É por esse motivo que determinadas imagens proporcionem informação, bem-estar, animação, etc. As pessoas estão perdendo o costume de ler, o que é pior, estão transmitindo para as crianças, seus novos costumes.

O texto é um dos meios mais antigos de comunicação não-verbal. Saímos das imagens e entramos nas escritas, mas hoje estamos regredindo, tentando economizar tempo. Grande parte da massa cultural se aliena, se acomoda e acha que isso é ganhar tempo, quando na verdade estão apenas perdendo.

Gisele Bündchen na propaganda das sandálias Ipanema

O texto sozinho diz muito, a imagem não. Um foi criado a partir do outro, mas na verdade, um é complemento do outro. Achar que uma simples imagem pode transmitir informação, cultura e conhecimento é ilusão. Ler é necessário, a mídia impressa é importante para a publicidade e jornalismo, porém, não podemos deixar que ela substitua os hábitos de leitura, mas sim que ela apenas complemente o que a imagem já tentou dizer.

Podemos citar a publicidade ao lado. A imagem do produto e a modelo já explica o que o anúncio quer vender, mas não podemos deixar de lado o texto que completa publicidade, dando o significado final.

 

Fica claro que imagem e texto são coisas diferentes e que apenas se completam. Deixar de ler para apenas observar é deixar de saber para apenas conhecer.


outubro 11, 2008

EXPEDIENTE

Universidade Candido Mendes – Curso de Comunicação Social

Reitor:Candido Mendes

Pró-Reitor de Coordenação e Expansão: Prof. Alexandre Gazé

Diretor do Campus Niterói: Prof. José Carlos Oliveira

Supervisor de Produção de Jornalismo Alexandre Gazé Filho

Coordenação do Curso de Comunicação Social: Karen Calixto

Professor Orientador: Marcos Antonio de Azevedo Monteiro

Orientador do Planejamento Gráfico: Marcelo Fonseca Alves

Diagramadora: Daniele Barbosa (aluno do 3º período do Curso de Comunicação Social)

As matérias foram elaboradas pela turma de Redação em Comunicação 2, do Curso de Comunicação Social


INTERCOM n° 1 – 2008

setembro 10, 2008

Editorial

Da redação

Neste primeiro número, o jornal INTERCOM faz uma justa homenagem à Bossa Nova, que completa 50 anos. As matérias foram elaboradas pela turma do 3º período do Curso de Comunicação, da Universidade Candido Mendes, Niterói. O tema também foi escolhido pela turma, que demonstrou um surpreendente interesse pela Bossa Nova, gênero que reuniu alguns dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto, Newton Mendonça, Nara Leão e Carlos Lyra, e está mais vivo do que nunca.


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